1 Samuel 25:11

1 Samuel 25:11
“Tomaria eu pois o meu pão, e a minha água, e a carne das minhas rezes que degolei para os meus tosquiadores, e o daria a homens que eu não sei donde veem?”
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O que este versículo diz

Nabal explicita o motivo real de sua recusa: o apego ao que considera exclusivamente seu. Repete possessivamente "o meu pão, a minha água, a carne das minhas rezes", como se tudo fosse fruto apenas de suas mãos, esquecendo que rebanhos e chuvas vêm de Deus. Reclama de dar a "homens que eu não sei donde vêm", negando o reconhecimento que os próprios pastores confirmariam.

Aqui se revela a insensatez que o nome dele anuncia. Nabal não é apenas avarento; é ingrato e injusto, pois esquece que sua tranquilidade durante a tosquia devia muito à proteção dos homens que agora rejeita. O contraste com a tríplice bênção de paz enviada por Davi é gritante. Este episódio antecipa, de longe, a advertência do rico insensato que acumula para si e não é rico para com Deus. Somos convidados a examinar nossos próprios pronomes possessivos. Reconhecer que tudo o que temos é dádiva confiada, e não conquista absoluta, abre o coração para a partilha e nos livra da tolice de Nabal.

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