1 Samuel 28:15
“Samuel disse a Saul: Porque me desinquietaste, fazendo-me subir? Então disse Saul: Mui angustiado estou, porque os filisteos guerreiam contra mim, e Deus se tem desviado de mim, e não me responde mais, nem pelo ministério dos profetas, nem por sonhos; por isso te chamei a ti, para que me faças saber o que hei de fazer.”
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O que este versículo diz
Samuel fala e a primeira palavra é de censura: por que Saul o "desinquietou"? O rei então derrama sua angústia: os filisteus o atacam, Deus se afastou e não responde mais por profetas nem por sonhos, e por isso ele recorreu ao profeta morto para saber o que fazer. A confissão é reveladora. Saul admite o silêncio de Deus, mas não reconhece a raiz do problema, que está em sua própria trajetória de desobediência.
Há aqui uma amarga lição pastoral. Saul quer respostas, mas não quer arrependimento; busca orientação, mas não conversão. Ele trata Deus como fonte de informação, e não como Senhor a quem obedecer. Muitas vezes fazemos o mesmo: procuramos a vontade de Deus para nossas decisões enquanto resistimos a submeter nossa vida a ele. A passagem nos convida a inverter essa ordem. Antes de perguntar a Deus o que fazer, é preciso dispor o coração a fazer o que ele já revelou, retornando a ele não por interesse, mas por amor e temor sincero.