2 Crônicas 12:13
“Fortificou-se pois o rei Roboão em Jerusalem, e reinou; porque Roboão era da edade de quarenta e um anos, quando começou a reinar; e dezesete anos reinou em Jerusalem, a cidade que o Senhor escolheu dentre todas as tribos de Israel, para pôr ali o seu nome; e era o nome de sua mãe Naama, amonita.”
Ouça 2 Crônicas 12:13
O que este versículo diz
Chega a nota de encerramento do reinado, no estilo típico dos livros dos Reis e Crônicas. Roboão se firma em Jerusalém, e o texto registra os dados oficiais: subiu ao trono aos quarenta e um anos e reinou dezessete anos. Em meio à ficha administrativa, o Cronista insere uma frase densa de teologia — Jerusalém é "a cidade que o Senhor escolheu dentre todas as tribos de Israel, para pôr ali o seu nome". A eleição divina da cidade permanece firme, apesar das falhas do rei que nela governa.
O nome da mãe, Naamá, é lembrado, com a observação de que era amonita — estrangeira, de um povo muitas vezes em conflito com Israel. O detalhe, discretamente, ecoa os casamentos de Salomão com mulheres estrangeiras e suas consequências. O contraste é eloquente: a cidade escolhida por Deus, governada por um rei filho de mãe amonita, que abandonou a lei. A eleição divina não depende da perfeição humana, mas convive, paciente, com ela.