2 Crônicas 14:8
“Tinha pois Asa um exército de trezentos mil de Judá que traziam pavez e lança; e duzentos e oitenta mil de Benjamin, que traziam escudo e atiravam darco; todos estes eram varões valentes.”
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“Tinha pois Asa um exército de trezentos mil de Judá que traziam pavez e lança; e duzentos e oitenta mil de Benjamin, que traziam escudo e atiravam darco; todos estes eram varões valentes.”
O que este versículo diz
O Cronista descreve agora a força militar de Asa, distinguindo dois contingentes: os de Judá, armados com "pavês e lança" — escudo grande e lança, equipamento de infantaria pesada —, e os de Benjamim, com escudo menor e arco, tropas mais ágeis e de ataque à distância. As duas tribos aparecem unidas, como convinha ao reino do sul, e ambos os grupos são chamados "varões valentes".
Os números são muito altos, como é comum nas listas dos livros de Crônicas; muitos estudiosos discutem como interpretar essas cifras, e vale ter humildade diante desse debate. O que o texto quer comunicar, porém, é claro: Judá estava genuinamente preparado, com um exército organizado e complementar. Ainda assim, o capítulo mostrará em seguida que essa preparação, por mais real, não será o fundamento da vitória. Fica aqui uma tensão proposital: é bom estar preparado, mas a segurança verdadeira não repousa no tamanho da própria força. O versículo prepara o contraste que virá.