2 Samuel 4:10
“Que, pois se áquele que me trouxe novas (dizendo: Eis que Saul morto é, parecendo-lhe porém aos seus olhos que era como quem trazia boas novas), eu logo lancei mão dele, e o matei em Siclag, cuidando ele que eu por isso lhe désse alviçaras;”
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O que este versículo diz
Davi fundamenta seu julgamento num precedente da própria vida. Recorda o mensageiro que, em Siclague, lhe trouxe a notícia da morte de Saul, imaginando trazer boas novas e esperando recompensa, as "alviçaras". Em vez de premiá-lo, Davi mandou executá-lo, por ele ter se gabado de erguer a mão contra o ungido do Senhor. O raciocínio é claro: se puniu com a morte quem apenas se dizia autor da morte de um rei já ferido em batalha, quanto mais punirá quem assassinou um homem indefeso na própria cama.
O versículo mostra a coerência moral de Davi. Ele não age por impulso, mas por um princípio firme sobre a inviolabilidade da vida do rei e a recusa de recompensar quem lucra com o sangue alheio. Para o leitor, há aqui uma lição sobre a consistência entre passado e presente: nossas decisões ganham autoridade quando não contradizem os valores que já sustentamos. Davi julga o presente à luz do que ele mesmo já praticou, sem duplicidade de critérios.