Cânticos 2:3

Cânticos 2:3
“Qual a macieira entre as árvores do bosque, tal é o meu amado entre os filhos: desejo muito a sua sombra, e de-* baixo dela me assento; e o seu fruto é doce ao meu paladar.”
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O que este versículo diz

Agora é ela quem retribui o louvor. Se ele a comparou ao lírio, ela o compara à "macieira entre as árvores do bosque" — uma árvore frutífera e acolhedora em meio a árvores comuns que não dão fruto. A metáfora reúne duas alegrias: a sombra, que oferece descanso e proteção do sol forte, e o fruto "doce ao paladar", que sacia. Sentar-se sob essa sombra é entregar-se ao repouso confiante junto de quem se ama.

O versículo une prazer e segurança sem falso pudor, o que já dizia aos primeiros leitores que o afeto humano, vivido com respeito, é bom e digno de celebração. Há aqui uma sabedoria devocional: nem todo lugar oferece descanso verdadeiro. Buscamos sombras que apenas cansam. A imagem convida a discernir onde de fato encontramos abrigo e alimento para a alma — e, no plano espiritual, muitos leram nessa sombra frutífera a presença de Deus, que abriga e sustenta quem a Ele se recolhe.

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