Daniel 4:15
“Porém o tronco com as suas raízes deixae na terra, e com atadura de ferro e de bronze, na erva do campo: e seja molhado do orvalho do céu, e a sua porção seja com as bestas na grama da terra:”
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- Quem falaVigia (santo)
O que este versículo diz
Aqui se revela a misericórdia escondida no juízo: "o tronco com as suas raízes" deve ser deixado na terra. A árvore cai, mas não morre por inteiro. A cepa preservada é sinal de que a sentença tem prazo e propósito, não é o fim. Ao mesmo tempo, o tronco é cingido com "atadura de ferro e de bronze" e exposto ao orvalho, entre a relva e os animais.
Nesse ponto a linguagem começa a mudar sutilmente: fala-se em ser molhado pelo orvalho e ter sua "porção com as bestas", como se a árvore já se transformasse em criatura. A parábola escorrega para a figura de um homem rebaixado à condição animal. Para o leitor, essa imagem une severidade e esperança: o juízo humilha profundamente, mas a raiz protegida anuncia que a humilhação tem em vista a restauração. Deus fere para curar, e mesmo suas ataduras, por mais duras, guardam a vida para um tempo melhor.