Deuteronômio 15:21

Deuteronômio 15:21
“Porém, havendo nele algum defeito, se for coxo, ou cego, ou tiver qualquer defeito, não o sacrificarás ao Senhor teu Deus.”
Ouça Deuteronômio 15:21

O que este versículo diz

A lei estabelece um limite: o animal primogênito que tiver "algum defeito" — coxo, cego ou qualquer imperfeição — não deve ser sacrificado ao Senhor. À primeira vista pode soar exigente demais, mas o princípio é profundo: a Deus se oferece o íntegro, não o refugo. Oferecer o animal defeituoso seria dar a Deus aquilo que já não tem serventia, disfarçando de culto o descarte. O profeta Malaquias, séculos depois, denunciaria exatamente essa desonra de trazer ao altar animais aleijados e doentes.

O versículo defende a seriedade do culto: adorar não é gesto barato. Para o leitor de hoje, cujo altar não recebe animais, o desafio se transpõe para a atitude interior. Que qualidade tem aquilo que ofereço a Deus? Dou-lhe o melhor do meu tempo e do meu esforço, ou apenas os restos cansados do dia? A exigência de integridade não nasce de um Deus difícil de agradar, mas de um Deus que merece o melhor e que, ao pedi-lo, nos educa a não banalizar o sagrado.

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