Deuteronômio 22:3
“Assim tambem farás com o seu jumento, e assim farás com os seus vestidos; assim farás tambem com toda a coisa perdida, que se perder de teu irmão, e tu a achares; não te poderás esconder.”
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O que este versículo diz
Para que não reste dúvida de que o princípio é amplo, a lei estende a mesma obrigação ao jumento, às roupas e a "toda a coisa perdida" do próximo. O legislador não quer um mandamento restrito a bois e ovelhas, mas um hábito de coração que se aplica a qualquer objeto achado. E de novo ressoa a proibição que costura toda esta seção: "não te poderás esconder". A repetição é intencional e martelante, porque a saída mais fácil sempre será fingir que não vimos.
O detalhe das roupas mostra que a lei não distingue entre o valioso e o comum; o que importa é que pertence a alguém. Na vida moderna, cercada de coisas achadas e perdidas, o versículo pergunta com franqueza o que fazemos com o que encontramos e não é nosso. A integridade não se mede apenas quando somos observados, mas justamente quando poderíamos ficar com algo alheio sem que ninguém soubesse.