Deuteronômio 25:7
“Porém, se o tal homem não quizer tomar sua cunhada, subirá então sua cunhada à porta dos anciãos, e dirá: Meu cunhado recusa suscitar a seu irmão nome em Israel; não quer fazer para comigo o dever de cunhado.”
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O que este versículo diz
A lei prevê a recusa. Se o cunhado não quiser assumir a obrigação, a viúva não fica sem voz: ela sobe "à porta dos anciãos", o lugar onde se faziam os julgamentos e negócios públicos da cidade, e apresenta sua queixa. Chama atenção que a mulher, geralmente sem grande poder na estrutura social da época, tenha aqui o direito reconhecido de acusar publicamente quem a desampara e de exigir justiça diante da comunidade reunida.
A expressão que ela usa, que o cunhado "recusa suscitar a seu irmão nome em Israel", mostra que o dever não é apenas privado, mas comunitário: falha diante de todos quem se nega a proteger a família enfraquecida. O versículo dignifica a vítima ao lhe dar a palavra. Quando alguém é lesado, o silêncio costuma favorecer o forte; dar voz a quem foi prejudicado, permitindo que exponha abertamente a injustiça, é já um ato de justiça que ecoa até hoje.