Deuteronômio 27:25
“Maldito aquele que tomar peita para ferir a alguma pessoa, o sangue do inocente. E todo o povo dirá: Amen.”
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“Maldito aquele que tomar peita para ferir a alguma pessoa, o sangue do inocente. E todo o povo dirá: Amen.”
O que este versículo diz
A penúltima maldição atinge a corrupção da justiça: aceitar "peita" — suborno — para "ferir a alguma pessoa, o sangue do inocente". Aqui o mal alcança sua forma mais fria: matar não por ódio ou impulso, mas por dinheiro, vendendo a vida de um inocente. A expressão "sangue do inocente" é gravíssima na Bíblia, pois o sangue derramado injustamente clama diante de Deus, como já no relato de Caim e Abel. Essa maldição pode incluir tanto o assassino de aluguel quanto o juiz ou testemunha que, comprados, condenam alguém à morte por meio de um processo forjado. Em ambos os casos, a justiça, que deveria proteger o inocente, é transformada em instrumento de morte. Deuteronômio combate insistentemente o suborno, que cega os olhos e perverte as causas justas. Para o leitor de hoje, a advertência permanece dolorosamente atual em toda sociedade onde o dinheiro compra impunidade. O "amém" da assembleia é um grito por integridade: que nada — nenhum preço — nos leve a trair a verdade ou a fechar os olhos diante do sofrimento do inocente.