Deuteronômio 6:11

Deuteronômio 6:11
“E casas cheias de todo o bem, que tu não encheste, e poços cavados, que tu não cavaste, vinhas e olivais, que tu não plantaste, e comeres, e te fartares,”
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O que este versículo diz

A lista da graça recebida continua e se intensifica: casas "cheias de todo o bem" que Israel não encheu, poços que não cavou, vinhas e olivais que não plantou. Cada item repete a mesma estrutura para martelar uma só verdade: a fartura que virá é presente, não mérito. O vinho e o azeite, no mundo antigo, eram sinais de festa, saúde e prosperidade; poços representavam segurança diante da seca. Tudo isso Israel receberá já feito.

O versículo culmina em "comeres, e te fartares" — e é justamente aí que mora o risco, como o próximo versículo dirá. A saciedade tende a apagar a memória de quem deu o pão. Este é um dos temas mais perspicazes de Deuteronômio: não é a escassez, mas a abundância desatenta que mais facilmente afasta o coração de Deus. Para nós, cercados de conforto, o alerta é oportuno. A prosperidade só é bênção quando lembra o Doador; esquecida a origem, ela adormece a alma.

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