Eclesiastes 6:7

Eclesiastes 6:7
“Todo o trabalho do homem é para a sua boca, e comtudo nunca se enche a sua cubiça.”
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O que este versículo diz

Muda-se o foco do caso extremo para uma verdade universal: todo o trabalho humano é "para a sua boca" — isto é, para suprir as necessidades básicas, para comer e sobreviver — e, ainda assim, "nunca se enche a sua cobiça", ou, mais literalmente, o apetite, o desejo, a alma nunca se sacia. Há aqui um trocadilho pungente: a boca se enche, mas o desejo interior permanece faminto.

O Pregador toca uma ferida perene da condição humana: a insaciabilidade. Por mais que se conquiste, sempre falta algo; o desejo corre à frente da posse. É a mesma inquietação que Agostinho, séculos depois, resumiria ao dizer que o coração permanece inquieto enquanto não descansa em Deus. Para nós, este versículo é um chamado à sobriedade e ao contentamento. Reconhecer que nenhum ganho material preenche o vazio da alma é o primeiro passo para buscar a plenitude onde ela realmente está — não no ter mais, mas em uma relação viva com o Criador.

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