Ester 7:3
“Então respondeu a rainha Ester, e disse: Se, ó rei, achei graça aos teus olhos, e se bem parecer ao rei, dê-se-me a minha vida como minha petição, e o meu povo como meu requerimento.”
Ouça Ester 7:3
“Então respondeu a rainha Ester, e disse: Se, ó rei, achei graça aos teus olhos, e se bem parecer ao rei, dê-se-me a minha vida como minha petição, e o meu povo como meu requerimento.”
O que este versículo diz
Enfim Ester fala, e sua súplica é um modelo de coragem contida. Começa com deferência — "se achei graça aos teus olhos" — a linguagem cortês de quem sabe que sua vida depende do humor do rei. Mas o que pede é surpreendente: não riquezas nem honras, e sim a própria vida e a vida do seu povo. Pela primeira vez ela se identifica com os condenados, ligando seu destino ao deles.
A beleza deste versículo está na solidariedade. Ester poderia ter tentado salvar-se sozinha, escondendo sua origem, como fizera até então. Em vez disso, coloca-se no mesmo barco que os ameaçados. Há aqui um retrato de intercessão verdadeira: interceder é deixar de tratar o sofrimento alheio como assunto de outros e assumi-lo como próprio. Quando oramos pelos que sofrem, somos convidados a essa mesma identificação, a pedir por eles como quem pede pela própria vida.