Êxodo 32:20
“E tomou o bezerro que tinham feito, e queimou-o no fogo, moendo-o até que se tornou em pó; e o espargiu sobre as águas, e deu-o a beber aos filhos de Israel.”
Ouça Êxodo 32:20
“E tomou o bezerro que tinham feito, e queimou-o no fogo, moendo-o até que se tornou em pó; e o espargiu sobre as águas, e deu-o a beber aos filhos de Israel.”
O que este versículo diz
Moisés age com rigor sistemático contra o ídolo. Queima o bezerro, mói o resíduo até virar pó, espalha-o sobre a água e faz o povo beber. Cada etapa desmascara a impotência do falso deus: aquilo que adoravam é reduzido a pó e engolido, incapaz de resistir ou de se defender. O ídolo que prometia ir adiante do povo termina passando pelas entranhas do povo, prova cabal de seu nada.
O ato de fazer beber pode ter também um sentido de julgamento, obrigando cada um a experimentar, de forma concreta, a consequência do que fizera. Não há como fingir distância do pecado quando ele se torna parte do próprio corpo. Para o leitor, o gesto ensina que a idolatria deve ser destruída sem meios-termos, não apenas afastada. Muitas vezes toleramos em nós resíduos daquilo que sabemos ser prejudicial, negociando com o que deveria ser eliminado. A radicalidade de Moisés é um chamado a lidar com nossos ídolos de raiz, moendo-os até que percam todo poder de nos seduzir novamente.