Êxodo 37:9
“E os querubins estendiam as azas por cima, cobrindo com as suas azas o propiciatório: e os seus rostos estavam defronte um do outro: os rostos dos querubins estavam virados para o propiciatório.”
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“E os querubins estendiam as azas por cima, cobrindo com as suas azas o propiciatório: e os seus rostos estavam defronte um do outro: os rostos dos querubins estavam virados para o propiciatório.”
O que este versículo diz
A cena se completa: os querubins estendem as asas para cima, cobrindo o propiciatório, e voltam os rostos um para o outro, mas inclinados para baixo, na direção da tampa. Cada gesto comunica. As asas estendidas formam um dossel, um teto de proteção sobre o lugar do encontro, imagem de abrigo e cuidado. Os rostos voltados para o propiciatório revelam adoração concentrada: essas criaturas celestiais fixam o olhar não em si mesmas, mas na graça de Deus. Segundo a Escritura, é justamente "entre os dois querubins" que o Senhor prometeu falar e se assentar (Salmo 80.1; 99.1). Assim, todo o conjunto da arca desemboca aqui: num trono de misericórdia velado por adoração. Para nós, os querubins tornam-se mestres silenciosos de oração — ensinam que a verdadeira adoração não se contempla a si mesma, mas dirige o olhar inteiramente para Deus e para sua graça. Diante do trono, a postura certa é a de rostos voltados, asas abertas e coração inclinado.