Êxodo 7:14
“Então disse o Senhor a Moisés: O coração de Faraó está agravado: recusa deixar ir o povo.”
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“Então disse o Senhor a Moisés: O coração de Faraó está agravado: recusa deixar ir o povo.”
O que este versículo diz
Inicia-se a sequência das pragas propriamente ditas. Deus constata a condição do Faraó — o coração "agravado", pesado, que recusa deixar o povo partir — e a partir dela orienta o próximo passo. O termo evoca peso, teimosia arraigada. A recusa já não é mera hesitação; tornou-se disposição fixa. E é diante dessa dureza estabelecida que Deus decide agir de modo mais contundente, na sequência do capítulo.
O versículo mostra que Deus lê o coração humano com realismo. Ele não se ilude com promessas vazias nem finge que a resistência não existe; nomeia-a com franqueza. Ao mesmo tempo, não desiste. A dureza do Faraó não faz Deus abandonar o propósito de libertar; faz com que Ele avance por outro caminho. Para nós, há um duplo ensinamento: por um lado, o cuidado de não deixar o próprio coração se agravar em teimosia; por outro, a certeza de que a resistência humana, por mais firme, não cancela os planos de um Deus decidido a salvar.