Êxodo 8:29
“E Moisés disse: Eis que saio de ti, e orarei ao Senhor, que estes enxames de moscas se retirem amanhã de Faraó, dos seus servos, e do seu povo: somente que Faraó não mais me engane, não deixando ir a este povo para sacrificar ao Senhor.”
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O que este versículo diz
Moisés aceita interceder, mas com uma advertência franca: orará para que as moscas partam no dia seguinte, "somente que Faraó não mais me engane". O mediador já conhece o padrão do rei — prometer sob a praga e recuar no alívio — e nomeia abertamente essa duplicidade. A oração é concedida, mas sem ingenuidade; Moisés adverte que a barganha não pode se repetir indefinidamente.
Há aqui uma sabedoria madura na relação com Deus e com os homens. Moisés é generoso ao interceder, mas lúcido ao reconhecer o engano. Fé não é credulidade; confiar em Deus não significa fechar os olhos à má-fé alheia. Para o leitor, o versículo ensina esse equilíbrio delicado: perdoar e orar pelo outro sem por isso ignorar a verdade sobre seu comportamento. Moisés cumprirá sua parte diante de Deus, mas deixa claro que a responsabilidade pela quebra de palavra recairá sobre o Faraó. A misericórdia oferecida não anula a exigência de honestidade.