Ezequiel 23:4
“E os seus nomes eram: Ohola, a mais velha, e Oholiba, sua irmã; e foram minhas, e pariram filhos e filhas; e, quanto aos seus nomes, Samaria é Ohola, e Jerusalem é Oholiba.”
Ouça Ezequiel 23:4
“E os seus nomes eram: Ohola, a mais velha, e Oholiba, sua irmã; e foram minhas, e pariram filhos e filhas; e, quanto aos seus nomes, Samaria é Ohola, e Jerusalem é Oholiba.”
O que este versículo diz
Agora a parábola se decifra. As irmãs recebem nomes: Oolá, a mais velha, identificada com Samaria, capital do reino do Norte; e Oolibá, ligada a Jerusalém, capital do Sul. Os nomes trazem, no hebraico, referência a "tenda", possivelmente aludindo aos santuários que cada reino ergueu — Samaria com seus cultos próprios, Jerusalém com o Templo. Muitos estudiosos leem aí um contraste: uma tenda que era só sua e a tenda que abrigava a presença do Senhor.
O detalhe decisivo é a frase "foram minhas". Apesar de toda a infidelidade descrita, Deus reconhece as duas como suas, como esposas da aliança que geraram filhos e filhas. Isso muda o tom da denúncia: não é a fúria de um estranho, mas a dor de quem foi traído por quem amava. Para o leitor, fica a verdade dupla e desconfortável: podemos ser profundamente amados por Deus e, ao mesmo tempo, profundamente infiéis a Ele.