Ezequiel 23:44
“E entraram a ela, como quem entra a uma prostituta: assim entraram a Ohola e a Oholiba, mulheres infames.”
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- Quem falaDeus
“E entraram a ela, como quem entra a uma prostituta: assim entraram a Ohola e a Oholiba, mulheres infames.”
O que este versículo diz
O versículo retoma os nomes das duas irmãs simbólicas do capítulo: Oolá, que representa Samaria (o reino do Norte), e Oolibá, que representa Jerusalém (o reino do Sul). A frase compara o modo como se relacionavam com as nações estrangeiras ao de quem procura uma prostituta — imagem que, embora dura, o profeta usa para expor a gravidade da idolatria e das alianças que substituíam a confiança em Deus. Chamar as duas de "mulheres infames" é resumir toda a história de infidelidade narrada ao longo do capítulo.
O paralelismo entre as irmãs tem um propósito pedagógico: Jerusalém deveria ter aprendido com a queda de Samaria, mas repetiu e até superou os erros da irmã mais velha. O texto nos lembra que testemunhar o fracasso alheio não basta; é preciso deixar-se corrigir por ele. Diante disso, a aplicação é humilde: aprender com os tropeços dos que vieram antes, em vez de imaginar que estaremos imunes às mesmas quedas. A memória dos erros da história pode ser instrumento de graça, se a lermos com o coração disposto a mudar.