Ezequiel 28:13

Ezequiel 28:13
“Estavas no Eden, jardim de Deus, toda a pedra preciosa era a tua cobertura, sardonia, topázio, diamante, turqueza, onix, jaspe, safira, carbúnculo, esmeralda e ouro: a obra dos teus tambores e dos teus pífaros estava em ti; no dia em que foste creado foram preparados.”
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O que este versículo diz

A lamentação situa o rei "no Éden, jardim de Deus", coberto de pedras preciosas cuja lista ecoa o esplendor do paraíso e até das vestes sacerdotais de Israel. A imagem é deslumbrante: ouro, safira, esmeralda e tantas outras gemas compõem um manto de glória preparado "no dia em que foste criado". Aqui o texto claramente transcende a biografia de um rei terreno e usa a linguagem mítica do jardim primordial para descrever um ser dotado de beleza singular desde a origem.

É por causa desse cenário edênico que boa parte da tradição cristã enxergou nesta passagem um retrato velado da queda de um ser celestial. Outros a leem inteiramente como poesia sobre o rei de Tiro, cidade de riqueza fabulosa. Sem decidir a favor de uma só corrente, o versículo nos lembra que toda beleza e todo bem que possuímos foram "preparados" por Deus e nos foram dados. A glória é recebida, nunca autogerada — e esquecê-lo é o começo da queda.

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