Ezequiel 31:14

Ezequiel 31:14
“Para que todas as árvores das águas não se elevem na sua estatura, nem levantem a sua copa no meio dos ramos espessos, nem todas as que bebem as águas venham a confiar em si, por causa da sua altura; porque já todos estão entregues à morte, até à terra mais baixa, no meio dos filhos dos homens, com os que descem à cova.”
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O que este versículo diz

Aqui o oráculo declara abertamente sua finalidade pedagógica. A árvore caiu "para que" as outras árvores das águas não se elevem em estatura nem "venham a confiar em si" por causa de sua altura. A queda de uma serve de advertência a todas. E a razão final é a mais niveladora possível: "todos estão entregues à morte", descem "à cova" junto "com os filhos dos homens". A morte iguala impérios e pessoas comuns.

Este é o argumento decisivo contra a autoconfiança orgulhosa. Por mais alta que seja a árvore, ela é mortal como qualquer outra; por mais poderoso o império, desce à mesma cova que os simples. A altura não compra exceção. A Escritura repete essa verdade em muitos tons: "lembra-te de que és pó". Reconhecer nossa mortalidade não é morbidez, mas lucidez que cura a soberba. Quem sabe que descerá à terra baixa como todos aprende a não confiar na própria altura — e, livre dessa ilusão, torna-se capaz de confiar em Deus.

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