Ezequiel 4:9

Ezequiel 4:9
“E tu toma trigo, e cevada, e favas, e lentilhas, e milho, e aveia, e mete-os num vaso, e faze deles pão: conforme o numero dos dias que tu te deitares sobre o teu lado, trezentos e noventa dias, comerás disso.”
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O que este versículo diz

Inicia-se um terceiro sinal, ligado à alimentação. Ezequiel deve misturar num só vaso trigo, cevada, favas, lentilhas, painço e espelta, e com essa mistura fazer pão para o período dos trezentos e noventa dias. Num tempo normal, cada grão teria seu uso próprio; juntar tudo, inclusive leguminosas, num único pão retrata a escassez de quem raspa o fundo de todos os depósitos para não morrer de fome. É o pão do cerco, feito do que sobrou.

O gesto antecipa, no corpo do profeta, o que os habitantes de Jerusalém sofreriam quando o cerco cortasse os suprimentos. A abundância dá lugar à mistura pobre, sinal de uma cidade estrangulada. Para nós, o versículo fala com sobriedade sobre a fragilidade do sustento cotidiano, que tantas vezes tomamos por garantido. O pão de cada dia é dom, não direito adquirido, e reconhecê-lo assim nos torna mais gratos na fartura e mais solidários com os que hoje comem o pão da necessidade.

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