Ezequiel 47:3
“E, saindo aquele homem para o oriente, tinha na mão um cordel de medir; e mediu mil côvados, e me fez passar pelas águas, águas que me davam pelos artelhos.”
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O que este versículo diz
Agora a visão se torna medição. O homem que acompanha Ezequiel — descrito antes com aparência resplandecente — carrega um cordel, instrumento de agrimensor, e começa a medir o curso das águas. A cada mil côvados ele faz o profeta atravessar a corrente, e a profundidade cresce em etapas cuidadosamente registradas. No primeiro trecho, a água chega apenas aos tornozelos, aquilo que a tradução antiga chama de "artelhos".
O simbolismo desse crescimento gradual é rico. A bênção de Deus não estanca; ela se aprofunda quanto mais avança, sem qualquer afluente que a alimente, contrariando toda lógica dos rios comuns. Muitos leitores veem aqui um retrato da experiência com Deus: começa-se pisando raso, com fé tímida que ainda toca o chão. Não há vergonha nesse início. Todo caminho profundo teve um primeiro passo na beira. Mas a água convida a ir adiante, a não se contentar com o tornozelo molhado quando há um rio inteiro à frente.