Ezequiel 5:11

Ezequiel 5:11
“Portanto vivo eu, diz o Senhor Jehovah, certamente (porquanto profanaste o meu santuário com todas as tuas coisas detestáveis, e com todas as tuas abominações), tambem eu te diminuirei, e o meu olho te não perdoará, nem tambem me apiedarei.”
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O que este versículo diz

Deus jura por si mesmo — "vivo eu" —, a fórmula de juramento mais solene da Escritura, e revela o cerne da ofensa: "profanaste o meu santuário." O que mais fere não é apenas a desobediência ética, mas a corrupção do lugar da presença divina com "coisas detestáveis" e "abominações", isto é, idolatria dentro do próprio templo. A resposta é severa: Deus diz que também ele diminuirá o povo, e que seu olho "não perdoará" nem se apiedará. São palavras duríssimas na boca de um Deus que costuma se descrever como compassivo.

É preciso segurar a tensão sem suavizá-la e sem absolutizá-la. Ezequiel não está negando a misericórdia divina, mas mostrando que há um ponto em que a persistência no mal esgota o tempo do adiamento. Para nós, o versículo alerta contra tratar o sagrado com leviandade. Aquilo que é dedicado a Deus — o culto, a consciência, o coração — não deve ser dividido com ídolos. A santidade de Deus é real, e a nossa resposta a ela não é indiferente.

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