Gênesis 32:29
“E Jacó lhe perguntou, e disse: Dá-me, peço-te, a saber o teu nome. E disse: Porque perguntas pelo meu nome? E abençoou-o ali.”
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“E Jacó lhe perguntou, e disse: Dá-me, peço-te, a saber o teu nome. E disse: Porque perguntas pelo meu nome? E abençoou-o ali.”
O que este versículo diz
Jacó, por sua vez, quer saber o nome do adversário, mas recebe apenas uma pergunta em resposta: por que perguntas pelo meu nome? E então o varão simplesmente o abençoa ali. A recusa em revelar o nome é significativa. Nas culturas antigas, conhecer o nome de alguém sugeria certo domínio sobre ele, e Deus não se deixa capturar nem definir pelas categorias humanas. Há sempre um mistério que permanece velado, mesmo no encontro mais íntimo.
Jacó buscou saber quem lutara com ele, e o silêncio do outro é, em si, uma resposta. Ele não precisa do nome para saber com quem esteve; a bênção recebida e a ferida na coxa já lhe dizem tudo. Muitas vezes desejamos de Deus explicações e definições que ele não nos concede, e aprendemos a viver com perguntas em aberto. O que recebemos, porém, é o essencial: a bênção, a presença, o encontro. A fé madura sabe conviver com o mistério não revelado, contentando-se com o Deus que abençoa mais do que com respostas que satisfariam a curiosidade.