Isaías 14:23
“E pôl-a-hei por possessão das corujas e lagôas daguas: e varrel-a-hei com vassoura de perdição, diz o Senhor dos Exércitos.”
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O que este versículo diz
A grandiosa Babilônia terá seu destino selado numa imagem de desolação: será tomada por "corujas" e por "lagoas de águas" — pântanos. Onde antes se erguiam palácios e jardins famosos, restarão charcos e aves do deserto, sinais clássicos de ruína e abandono na poesia profética. A metáfora final é doméstica e contundente: Deus a varrerá "com vassoura de perdição", como se limpa o pó de uma casa. A cidade que se julgava eterna é reduzida a sujeira a ser varrida.
A repetição do título "Senhor dos Exércitos" reforça que quem realiza tudo isso é o próprio Deus, e não a sorte ou a política. Há aqui uma sobriedade impressionante sobre a fragilidade das obras humanas mais imponentes. Devocionalmente, o versículo convida o leitor a não fundar sua segurança no que é visível e grandioso, pois até os maiores impérios se tornam pântano e pó. A firmeza que não se varre está apenas naquilo que é edificado sobre Deus e a sua justiça.