Isaías 19:7
“A relva junto ao rio, junto às ribanceiras dos rios, e tudo o semeado junto ao rio, se secará, ao longe se lançará, e mais não subsistirá.”
Ouça Isaías 19:7
“A relva junto ao rio, junto às ribanceiras dos rios, e tudo o semeado junto ao rio, se secará, ao longe se lançará, e mais não subsistirá.”
O que este versículo diz
Prosseguindo, o profeta descreve a relva e "tudo o semeado junto ao rio" ressecando e sendo "lançado ao longe", levado pelo vento como palha inútil, sem mais subsistir. As terras cultiváveis do Egito concentravam-se justamente nas faixas irrigadas pelo Nilo; fora delas, o deserto. Quando a água falta, a plantação não apenas seca — desaparece, e com ela o pão de um povo inteiro.
A repetição insistente da expressão "junto ao rio" reforça a ironia: tudo o que parecia protegido pela proximidade da água agora sofre por essa mesma dependência. A segurança de ontem tornou-se a fragilidade de hoje. Devocionalmente, este versículo contrasta com a imagem da árvore plantada junto às águas, que dá fruto no seu tempo (Salmo 1) e que, segundo Jeremias, não teme a chegada do calor nem se preocupa no ano da seca (Jeremias 17:8). Aqui, porém, nem a proximidade do rio salva, porque falta a bênção de Deus. Aprendemos que não basta estar perto da fonte visível; é preciso estar enraizado naquela corrente que não seca, a vida que vem do próprio Senhor.