Isaías 21:11
“Pezo de Duma. Dão-me gritos de Seir: Guarda, que houve de noite? guarda, que houve de noite?”
Ouça Isaías 21:11
“Pezo de Duma. Dão-me gritos de Seir: Guarda, que houve de noite? guarda, que houve de noite?”
O que este versículo diz
Começa aqui o segundo oráculo, "peso de Dumá". Dumá era um oásis e região ligada aos povos árabes, mas o nome, que evoca o silêncio, aparece aqui associado a Seir, isto é, a Edom, o território dos descendentes de Esaú, ao sul do Mar Morto. De Seir vem um clamor angustiado, repetido duas vezes para expressar a ansiedade: "guarda, que houve da noite? guarda, que houve da noite?". Alguém pergunta ao vigia quanto ainda falta para o fim das trevas.
A pergunta é universal e tocante. Ela é a voz de todos os que atravessam tempos de escuridão e incerteza, ansiando por saber quando a provação terminará. "Quanto tempo ainda?" é o brado dos que sofrem em todas as épocas. O versículo não repreende essa pergunta; dá-lhe voz e dignidade. Trazer a Deus a angústia da espera, perguntar honestamente quanto durará a noite, faz parte de uma fé viva e sincera, e não de uma falta de fé.