Isaías 23:4

Isaías 23:4
“Envergonha-te, ó Sidon, porque já o mar, a fortaleza do mar, fala, dizendo: Eu não tive dôres de parto, nem pari, nem ainda creei mancebos, nem eduquei donzelas.”
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O que este versículo diz

O profeta faz o próprio mar falar, personificando o oceano ou a fortaleza marítima de Sidom, que lamenta ter ficado sem filhos. As imagens de dores de parto, de criar rapazes e educar donzelas, exprimem uma esterilidade dolorosa: é como se a mãe que gerava povos e riquezas confessasse agora não ter mais descendência. Sidom, chamada a envergonhar-se, contempla a interrupção da própria fecundidade comercial e humana.

Há algo profundamente humano nesse lamento. A esterilidade, na cultura bíblica, era vivida como perda de futuro e de nome. Aplicada a uma cidade, ela anuncia o fim de uma linhagem de prosperidade que parecia perene. O versículo nos toca ao lembrar que toda geração corre o risco de tornar-se estéril quando confia apenas em si. Diante disso, a fé nos convida a buscar uma fecundidade que não dependa do porto nem do mercado, mas daquilo que permanece além das nossas obras.

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