Isaías 28:15
“Porquanto dizeis: Fizemos concerto com a morte, e com o inferno fizemos aliança; quando passar o dilúvio do açoite, não chegará a nós, porque pozemos a mentira por nosso refúgio, e debaixo da falsidade nos escondemos.”
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O que este versículo diz
Aqui Isaías cita, com ironia cortante, a falsa segurança dos líderes de Jerusalém. Eles se gabam de ter feito "concerto com a morte" e "aliança com o inferno", isto é, com o Sheol, o mundo dos mortos. Provavelmente é uma imagem para os pactos políticos e talvez ritos supersticiosos em que depositavam sua confiança, acreditando que o "dilúvio do açoite", a invasão assíria, passaria sem os atingir. Mas o próprio profeta desmascara o fundamento dessa confiança: "pusemos a mentira por nosso refúgio".
O ser humano tem uma extraordinária capacidade de construir abrigos ilusórios e depois neles confiar como se fossem rochas. Chamamos de segurança o que é apenas autoengano. O versículo expõe essa dinâmica com honestidade brutal: quando o fundamento é a falsidade, o refúgio desaba na hora da prova. Devocionalmente, somos convidados a examinar em que baseamos nossa paz. Pactos com a morte, por mais sofisticados, nunca protegem; só a verdade, ainda que desconfortável, oferece chão firme.