Isaías 40:12
“Quem mediu com o seu punho as águas, e tomou a medida dos céus aos palmos, e recolheu na maior medida o pó da terra e pesou os montes com peso e os outeiros em balanças?”
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“Quem mediu com o seu punho as águas, e tomou a medida dos céus aos palmos, e recolheu na maior medida o pó da terra e pesou os montes com peso e os outeiros em balanças?”
O que este versículo diz
A partir daqui, o profeta muda de registro e dispara uma série de perguntas que só têm uma resposta: Deus. Quem seria capaz de medir os oceanos com a concha da mão, marcar a extensão dos céus com o palmo dos dedos, conter o pó da terra numa medida ou pesar montanhas e colinas numa balança? A ironia é evidente: aquilo que para nós é imensurável, para o Criador cabe no gesto de uma mão. O contraste com a fragilidade humana dos versículos anteriores é proposital.
Depois de mostrar a ternura do Pastor, Isaías precisa lembrar a grandeza deste Pastor, para que o consolo não seja confundido com fraqueza. O Deus que carrega cordeirinhos no colo é o mesmo que segura o universo na palma. Para o leitor, há profundo descanso nisso: aquele que cuida de você tem em mãos as dimensões da criação inteira. Nenhum problema seu é grande demais para quem mede o mar com o punho. A intimidade não diminui a majestade; a majestade dá peso à intimidade.