Isaías 49:15

Isaías 49:15
“Porventura pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria, que se não compadeça dele, do filho do seu ventre? ora ainda que esta se esquecesse dele, comtudo eu me não esquecerei de ti”
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O que este versículo diz

À queixa de Sião, Deus responde com a mais terna das imagens: a de uma mãe amamentando. "Pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria, que se não compadeça dele?" O amor materno é evocado como o vínculo mais forte que conhecemos — e, no entanto, Deus vai além dele: "ainda que esta se esquecesse dele, contudo eu me não esquecerei de ti".

A Escritura reconhece, com realismo, que até o amor de mãe pode falhar em casos extremos. Mas o amor de Deus não falha nem nesses casos. Ele é comparado ao amor materno para depois superá-lo, mostrando que a fidelidade divina não depende de sentimentos que oscilam.

Para quem se sentia esquecido no versículo anterior, esta é a cura. O sentimento de abandono é confrontado não por uma repreensão, mas por uma ternura maior. Mesmo quando as afeições humanas mais seguras vacilam, permanece Aquele cuja memória de nós jamais se apaga.

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