Isaías 59:5
“Ovos de basilisco chocam, e tecem teias de aranha: o que comer dos ovos deles morrerá; e, apertando-os, sae deles uma víbora.”
Ouça Isaías 59:5
“Ovos de basilisco chocam, e tecem teias de aranha: o que comer dos ovos deles morrerá; e, apertando-os, sae deles uma víbora.”
O que este versículo diz
Isaías intensifica a denúncia com duas imagens do reino animal. Os "ovos de basilisco", uma serpente venenosa da imaginação antiga, mostram que os projetos daquele povo são mortíferos desde a origem: quem se alimenta deles morre, e o que parece inofensivo, ao ser apertado, revela uma víbora. O mal não é neutro; ele contamina e mata quem se aproxima. A segunda imagem, as "teias de aranha", sugere trabalho intenso que, no fundo, não serve para nada de bom, tema que o próximo versículo desenvolve.
O profeta quer dizer que a maldade tem uma lógica de reprodução: assim como o ovo choca e a serpente nasce, o pecado gera consequências vivas e perigosas, muitas vezes para além de quem o cometeu. Para a nossa reflexão, fica o alerta de que não existe pecado "pequeno e controlado": aquilo que alimentamos em segredo tende a eclodir e a ferir. Vale examinar quais ovos temos chocado no coração, pois o que sai deles raramente é inofensivo.