Isaías 66:3
“Quem mata um boi é como o que fere um homem; quem sacrifica um cordeiro é como o que degola um cão; quem oferece uma oblação é como o que oferece sangue de porco; quem oferece incenso memorativo é como o que bemdiz a um ídolo: tambem estes escolhem os seus próprios caminhos, e a sua alma toma prazer nas suas abominações;”
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O que este versículo diz
Em linguagem chocante, o profeta equipara atos de culto legítimos a atos abomináveis: sacrificar um boi seria como matar um homem; um cordeiro, como degolar um cão; oferecer incenso, como louvar um ídolo. O ponto não é abolir os sacrifícios ordenados na Lei, mas denunciar o culto vazio, oferecido por quem "escolhe os seus próprios caminhos" e se compraz em suas "abominações". Quando o coração está corrompido, o rito mais sagrado se torna ofensa, tão repulsivo quanto o sangue de porco, animal impuro para Israel.
A mensagem ecoa a crítica dos profetas: Deus rejeita a religião desligada da justiça e da obediência. Não há liturgia bonita o bastante para encobrir a hipocrisia. Para o leitor de hoje, é um exame de consciência: nossa oração, nossa vela acesa, nossa esmola — são expressão de um coração entregue, ou tentativa de comprar tranquilidade enquanto seguimos nossa própria vontade? Deus vê a intenção por trás do gesto, e é ela que ele pesa.