Jeremias 13:7
“E fui ao Eufrates, e cavei, e tomei o cinto do lugar onde o havia escondido: e eis que o cinto tinha apodrecido, e para nada prestava.”
Ouça Jeremias 13:7
“E fui ao Eufrates, e cavei, e tomei o cinto do lugar onde o havia escondido: e eis que o cinto tinha apodrecido, e para nada prestava.”
O que este versículo diz
Jeremias volta, cava e recupera o cinto, mas o encontra apodrecido, "para nada prestava". Aqui o sinal atinge seu clímax visual: a peça outrora nova, comprada com cuidado e usada junto ao corpo, agora é um farrapo imprestável. A imagem é deliberadamente chocante, feita para gravar-se na memória de quem a ouve.
O contraste entre o cinto do início e o cinto do fim resume toda a encenação. Aquilo que fora destinado à proximidade e à beleza tornou-se inútil por ter sido deixado longe, num lugar estranho e úmido. O leitor atento já pressente a interpretação que virá nos versículos seguintes, mas o texto primeiro deixa o objeto falar por si. Devocionalmente, é uma advertência sóbria sobre o efeito do afastamento: nenhuma vida foi criada para apodrecer no isolamento longe de sua fonte. O que nos torna úteis e belos não é a nossa matéria em si, mas a permanência junto àquele para quem fomos feitos.