Jeremias 18:12

Jeremias 18:12
“Porém eles dizem: Não ha esperança, porque após as nossas imaginações andaremos: e faremos cada um o proposito do seu malvado coração.”
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O que este versículo diz

A resposta do povo é desoladora: "Não há esperança, porque após as nossas imaginações andaremos". Diante do apelo à conversão, respondem com resignação teimosa, quase um desafio. A frase "não há esperança" não é humildade que reconhece o pecado, mas obstinação que se recusa a mudar; equivale a dizer "é inútil, seguiremos como estamos". Escolhem andar segundo o "propósito do seu malvado coração", entregando-se deliberadamente ao próprio desejo.

Aqui o barro se endurece e resiste às mãos do oleiro. O contraste é agudo: Deus oferecia refazer o vaso, e o vaso se declara satisfeito com sua deformação. A tragédia não está tanto na fraqueza quanto na recusa consciente de ser corrigido. Para nós, este versículo é um espelho severo. Há um tipo de desesperança que na verdade mascara acomodação, uma maneira de dizer "não vou mudar" fingindo que mudar é impossível. A verdadeira esperança começa quando admitimos que podemos ser refeitos e nos deixamos moldar. Fechar-se a essa possibilidade é o mais perigoso dos endurecimentos do coração.

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