Jeremias 46:25
“Diz o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel: Eis que eu visitarei a multidão de No, e a Faraó, e ao Egito, e aos seus deuses, e aos seus reis, e até ao mesmo Faraó, e aos que confiam nele.”
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“Diz o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel: Eis que eu visitarei a multidão de No, e a Faraó, e ao Egito, e aos seus deuses, e aos seus reis, e até ao mesmo Faraó, e aos que confiam nele.”
O que este versículo diz
O Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel, anuncia sua "visitação" sobre tudo o que o Egito representa: "a multidão de No" (Tebas, a grande cidade do sul, importante centro religioso), o faraó, o próprio Egito, e — significativamente — "os seus deuses, e os seus reis". O juízo não atinge apenas o poder político e militar, mas também as divindades em que o Egito confiava. Inclui ainda "os que confiam nele", ou seja, todos os que fizeram do faraó e de seus deuses o seu refúgio.
Este versículo revela a dimensão mais profunda do oráculo: por trás do confronto entre impérios há um confronto com os falsos deuses. O Deus de Israel se afirma soberano sobre as divindades egípcias, que nada podem contra sua palavra. Para o leitor, o ponto atinge o coração da vida espiritual: aquilo em que depositamos confiança absoluta é, na prática, o nosso deus. O texto expõe a fragilidade de todo objeto de confiança que não seja o próprio Senhor. É um convite a examinar em que — ou em quem — realmente nos apoiamos, e a reconhecer que só há um fundamento que a visitação de Deus não abala.