“Temor, e cova, e laço, veem sobre ti, ó morador de Moab, diz o Senhor.”
Ouça Jeremias 48:43
O que este versículo diz
Aqui o profeta emprega um recurso poético memorável, um jogo de palavras que em hebraico soa quase como um trocadilho: "temor, e cova, e laço" — três palavras de sonoridade parecida, encadeadas para produzir uma sensação de cerco total. É o mesmo padrão que aparece em Isaías 24, aplicado agora ao morador de Moabe. A ideia é que o perigo se apresenta em camadas: o susto que faz correr, o buraco que engole, a armadilha que prende. Não há saída por nenhum lado.
A repetição "diz o Senhor" sublinha que isto não é fatalismo cego nem mero acaso da história, mas juízo com autoria e propósito. Para nós, a imagem serve de espelho quando tentamos escapar das consequências de nossos próprios caminhos apenas mudando de direção sem mudar o coração. Fugir de um perigo para cair em outro é o retrato de quem não enfrenta a raiz. A saída verdadeira não é lateral, é para o alto: voltar-se ao Deus que fala.
O que este versículo diz
Aqui o profeta emprega um recurso poético memorável, um jogo de palavras que em hebraico soa quase como um trocadilho: "temor, e cova, e laço" — três palavras de sonoridade parecida, encadeadas para produzir uma sensação de cerco total. É o mesmo padrão que aparece em Isaías 24, aplicado agora ao morador de Moabe. A ideia é que o perigo se apresenta em camadas: o susto que faz correr, o buraco que engole, a armadilha que prende. Não há saída por nenhum lado.
A repetição "diz o Senhor" sublinha que isto não é fatalismo cego nem mero acaso da história, mas juízo com autoria e propósito. Para nós, a imagem serve de espelho quando tentamos escapar das consequências de nossos próprios caminhos apenas mudando de direção sem mudar o coração. Fugir de um perigo para cair em outro é o retrato de quem não enfrenta a raiz. A saída verdadeira não é lateral, é para o alto: voltar-se ao Deus que fala.