Jeremias 48:45
“Os que fugiam da força pararam à sombra de Hesbon; porém fogo saiu de Hesbon, e a labareda do meio de Sihon, e devorou o canto de Moab e a mioleira dos filhos de arroido.”
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“Os que fugiam da força pararam à sombra de Hesbon; porém fogo saiu de Hesbon, e a labareda do meio de Sihon, e devorou o canto de Moab e a mioleira dos filhos de arroido.”
O que este versículo diz
O cenário se concentra em Hesbon, cidade importante na fronteira norte de Moabe, ligada à memória de Siom, o antigo rei amorreu derrotado nos dias de Moisés. Os fugitivos buscam abrigo "à sombra de Hesbon", isto é, sob a proteção que aquela cidade parecia oferecer; mas justamente de lá irrompe o fogo que os consome. O refúgio vira fonte de ruína. O versículo ecoa um antigo cântico de vitória registrado em Números 21, invertendo agora a memória: onde outrora houve triunfo, há destruição. As expressões finais, densas e de tradução debatida, apontam para a devastação até dos confins e das lideranças de Moabe.
A lição que atravessa a imagem é sóbria: procuramos sombra em lugares que não podem nos abrigar. Quando depositamos nossa segurança em instituições, alianças ou reputações humanas, corremos o risco de que o próprio abrigo se torne perigo. Só há uma sombra que não trai — a do Deus vivo, à qual o salmista aprendeu a recorrer.