Jeremias 8:2
“E expôl-os-hão ao sol, e à lua, e a todo o exército do céu, a quem tinham amado, e a quem tinham servido, e após quem tinham ido, e a quem tinham buscado e diante de quem se tinham prostrado: não serão recolhidos nem sepultados; serão por esterco sobre a face da terra.”
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- Quem falaSenhor
O que este versículo diz
Aqui se revela o motivo da desonra descrita no versículo anterior: aquilo que o povo tanto amou torna-se testemunha do seu fracasso. Os ossos são espalhados diante do sol, da lua e do "exército do céu" — os astros que muitos em Judá haviam cultuado, seguindo cultos astrais comuns na região. A ironia é dura: as divindades adoradas não podem sequer recolher os ossos dos seus devotos.
Jeremias acumula verbos deliberadamente — amaram, serviram, seguiram, buscaram, se prostraram — para mostrar quão total foi a entrega do coração a algo que não salva. Serem deixados "como esterco sobre a face da terra" era, na mentalidade antiga, o fim mais desprezível possível. O versículo nos adverte sobre a natureza dos nossos afetos mais profundos: aquilo a que rendemos tudo, no fim, nos define. Vale examinar honestamente o que ocupa hoje o lugar que só a Deus pertence, pois nenhum ídolo moderno sustenta quem nele deposita a vida.