Jó 11:3

Jó 11:3
“As tuas mentiras se hão de calar os homens? E zombarás tu sem que ninguem te envergonhe?”
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O que este versículo diz

Sofar sobe o tom e passa da crítica à ofensa, insinuando que as palavras de Jó são "mentiras" e "zombaria" que deveriam ser silenciadas e envergonhadas. Note-se a dureza: ele não distingue entre erro sincero e má-fé, e trata as queixas de um homem torturado como se fossem afronta deliberada. Do ponto de vista do debate, Sofar assume o papel de quem se sente encarregado de "envergonhar" o outro, como se a vergonha alheia fosse tarefa sua.

O leitor, que conhece o bastidor da história, percebe a ironia: Jó não estava zombando de ninguém; estava lutando para entender por que o justo padece. Este versículo nos alerta contra a tentação de assumir o papel de acusadores dos que caíram na desgraça. Envergonhar quem já está prostrado não é sabedoria, é crueldade disfarçada de zelo. Que Deus nos livre de usar a religião como bastão contra os feridos.

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