Jó 15:22
“Não crê que tornará das trevas, e que está esperado da espada.”
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Neste versículo
- Quem falaElifaz
“Não crê que tornará das trevas, e que está esperado da espada.”
O que este versículo diz
Elifaz prossegue: o ímpio "não crê que tornará das trevas", ou seja, desespera de escapar das sombras em que se encontra, e sente-se destinado à espada. As trevas, na poesia bíblica, evocam a desgraça, a morte e o abandono; não crer que delas se sairá é viver sob a certeza sufocante da perdição iminente. A espada representa a violência que ronda o culpado, seja pela mão dos homens, seja pelo juízo divino.
O poema desenha a interioridade do ímpio como um cárcere sem esperança, onde a mente já se rendeu à ideia da própria ruína. Há, mais uma vez, algo de verdadeiro: o pecado não confessado gera desespero, e a consciência de quem faz o mal frequentemente antecipa o castigo. Contudo, a fé bíblica jamais encerra o ser humano nas trevas sem porta. O próprio Jó, em meio à escuridão, ainda lançará clamores de esperança. A palavra do Evangelho, mais tarde, anunciará luz precisamente para os que "jaziam nas trevas". Desesperar de sair da noite é, no fundo, esquecer de que Deus visita até o vale sombrio.