Jó 15:31
“Não confie pois na vaidade enganando-se a si mesmo, porque a vaidade será a sua recompensa.”
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Neste versículo
- Quem falaElifaz
“Não confie pois na vaidade enganando-se a si mesmo, porque a vaidade será a sua recompensa.”
O que este versículo diz
Elifaz insere aqui uma exortação direta em meio ao poema: que o ímpio não confie na "vaidade", enganando-se a si mesmo, pois a vaidade será sua recompensa. A palavra traduzida por vaidade evoca o que é vazio, ilusório, sem substância, o mesmo campo de sentido daquele conhecido "tudo é vaidade" de Eclesiastes. O aviso é que quem aposta a vida no que é oco recebe, como pagamento, exatamente o vazio em que confiou. A ilusão não frustra apenas; ela retribui com mais ilusão e ruína.
Há uma sabedoria perene nessa advertência. Construir a existência sobre bens passageiros, aparências e falsas seguranças é enganar a si mesmo, e o autoengano cobra caro. A vida se torna uma colheita do nada que semeamos. O leitor faz bem em examinar em que deposita, de fato, sua confiança: no que dura ou no que evapora. A ironia do livro, porém, é que o próprio Elifaz, tão seguro de sua doutrina, também se engana ao aplicá-la a Jó. Até a certeza religiosa pode virar vaidade quando perde o contato com a verdade e a compaixão.