Jó 2:3
“E disse o Senhor a Satanaz: Consideraste ao meu servo Job? porque ninguem ha na terra semelhante a ele, homem sincero e recto, temente a Deus, e desviando-se do mal, e que ainda retem a sua sinceridade; havendo-me tu incitado contra ele, para o consumir sem causa.”
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O que este versículo diz
Novamente é o próprio Deus quem toma a iniciativa de elogiar Jó, chamando-o de "meu servo" e descrevendo-o como "sincero e reto, temente a Deus e que se desvia do mal". A esses quatro traços o versículo acrescenta agora uma frase decisiva: Jó "ainda retém a sua sinceridade", isto é, sua integridade permaneceu intacta mesmo depois de perder filhos e bens. A primeira provação não o quebrou.
Deus reconhece, com franqueza notável, ter sido "incitado" a atingir Jó "sem causa". A expressão é forte e honesta: o sofrimento do justo não teve origem em pecado seu. Isso desmonta de antemão a ideia, que os amigos logo defenderão, de que toda dor é castigo merecido. Para o leitor, o versículo oferece um alívio difícil e verdadeiro: nem sempre a aflição é resposta a uma culpa. Às vezes o justo sofre justamente por ser fiel, e Deus o chama de "meu servo" no meio da tempestade, não depois dela.