“E dizes que sabe Deus disto? porventura julgará por entre a escuridão?”
Ouça Jó 22:13
O que este versículo diz
Aqui Elifaz coloca na boca de Jó uma pergunta que Jó nunca fez desse modo: "E dizes que sabe Deus disto? porventura julgará por entre a escuridão?" Ele acusa o amigo de suspeitar que Deus, tão alto nos céus, não conseguiria enxergar nem julgar o que acontece na terra, como se as nuvens escuras o cegassem. É a caricatura de um Jó quase ateu prático, que duvidaria da providência divina.
Na verdade, Jó jamais negou que Deus vê; sua angústia é exatamente a de saber-se visto e ainda assim ferido sem entender por quê. Elifaz distorce a queixa sincera do sofredor, transformando dúvida angustiada em blasfêmia. O versículo nos alerta contra o hábito de recontar as palavras alheias já deformadas, atribuindo aos que sofrem descrenças que eles não têm. Quem clama a Deus no meio da dor, muitas vezes acusado de falta de fé, na verdade está exercendo a fé mais custosa: a que insiste em falar com Deus mesmo sem respostas.
O que este versículo diz
Aqui Elifaz coloca na boca de Jó uma pergunta que Jó nunca fez desse modo: "E dizes que sabe Deus disto? porventura julgará por entre a escuridão?" Ele acusa o amigo de suspeitar que Deus, tão alto nos céus, não conseguiria enxergar nem julgar o que acontece na terra, como se as nuvens escuras o cegassem. É a caricatura de um Jó quase ateu prático, que duvidaria da providência divina.
Na verdade, Jó jamais negou que Deus vê; sua angústia é exatamente a de saber-se visto e ainda assim ferido sem entender por quê. Elifaz distorce a queixa sincera do sofredor, transformando dúvida angustiada em blasfêmia. O versículo nos alerta contra o hábito de recontar as palavras alheias já deformadas, atribuindo aos que sofrem descrenças que eles não têm. Quem clama a Deus no meio da dor, muitas vezes acusado de falta de fé, na verdade está exercendo a fé mais custosa: a que insiste em falar com Deus mesmo sem respostas.