Jó 22:3
“Ou tem o Todo-poderoso prazer em que tu sejas justo? ou lucro algum que tu faças perfeitos os teus caminhos?”
Ouça Jó 22:3
“Ou tem o Todo-poderoso prazer em que tu sejas justo? ou lucro algum que tu faças perfeitos os teus caminhos?”
O que este versículo diz
Continuando o raciocínio anterior, Elifaz pergunta se o Todo-Poderoso tira algum "prazer" ou "lucro" da retidão de Jó. Na superfície, a frase reconhece a transcendência de Deus, que não é enriquecido pela obediência humana. É uma ideia que atravessa a Escritura: Deus não tem necessidade de nada, e nossa integridade não o completa.
Mas Elifaz usa isso como arma. Se a justiça de Jó nada acrescenta a Deus, argumenta ele, então Deus não teria motivo para preservá-lo em meio à provação; logo, o desastre prova culpa. A lógica é fria e, como o livro revelará, falsa. Curiosamente, outros textos bíblicos afirmam que Deus, sim, se agrada da retidão dos seus — não por interesse, mas por amor. O versículo nos ensina a servir sem esperar controlar Deus, e ao mesmo tempo nos alerta contra reduzir o relacionamento com Ele a uma contabilidade de méritos e prejuízos.