Jó 22:5
“Porventura não é grande a tua malícia? e sem termo as tuas iniquidades?”
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Neste versículo
- Quem falaElifaz
“Porventura não é grande a tua malícia? e sem termo as tuas iniquidades?”
O que este versículo diz
Aqui cai a máscara da cortesia. Elifaz declara abertamente aquilo que antes apenas insinuava: a maldade de Jó seria "grande" e suas iniquidades "sem termo", isto é, sem fim. Como ele não conhece nenhum pecado específico do amigo, deduz a culpa a partir do tamanho da desgraça. É o raciocínio que domina todo o debate: sofrimento grande, pecado grande.
O leitor, porém, já sabe pelos primeiros capítulos do livro que Jó era "reto e temente a Deus", e que sua provação não nasceu de castigo. A acusação de Elifaz é, portanto, uma injustiça envolta em linguagem piedosa. Este versículo é um alerta severo sobre como podemos, em nome de Deus, condenar inocentes só porque a teologia que carregamos não comporta o mistério da dor imerecida. Antes de decretar a culpa de quem sofre, convém lembrar quanto ignoramos dos caminhos divinos e da vida alheia.