Jó 22:7

Jó 22:7
“Não déste de beber água ao cançado, e ao faminto retiveste o pão.”
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O que este versículo diz

Elifaz prossegue na lista de supostas crueldades: negar água ao cansado e reter o pão do faminto. São pecados de omissão, coisas que a pessoa deixou de fazer. No pensamento bíblico, oferecer água e pão ao necessitado é dever elementar de hospitalidade e justiça; recusá-lo é fechar o coração diante do sofrimento que se poderia aliviar.

A acusação é injusta contra Jó, mas o princípio que ela pressupõe é profundamente verdadeiro. Muitos textos das Escrituras medem a piedade não apenas pelo que evitamos, mas pelo bem que deixamos de praticar. Jesus retomaria essa mesma imagem ao falar de dar de beber ao sedento e de comer ao faminto. Para o leitor, o versículo, mesmo saído da boca de um acusador equivocado, convida a um exame sincero: quantas vezes o mal que fazemos é simplesmente o bem que estava ao nosso alcance e nós retivemos, indiferentes à fome e à sede do outro.

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