Jó 28:18
“Não se fará menção de coral nem de perolas; porque o desejo da sabedoria é melhor que o dos rubins.”
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- Quem falaJó
“Não se fará menção de coral nem de perolas; porque o desejo da sabedoria é melhor que o dos rubins.”
O que este versículo diz
O poeta continua descartando tesouros: nem vale a pena mencionar o coral e as "pérolas" (alguns entendem cristal ou outra gema preciosa), tão inferiores são diante da sabedoria. E conclui a comparação com uma afirmação direta: possuir sabedoria é melhor do que possuir os "rubins", termo que provavelmente designa pérolas ou corais de altíssimo valor.
O acúmulo de gemas caras serve, mais uma vez, para exaltar por contraste. Corais retirados do mar com esforço, pérolas raras, tudo isso empalidece diante do bem que o poema busca. "O desejo da sabedoria é melhor": há aqui um redirecionamento do próprio desejo humano. O problema não é desejar, mas desejar as coisas certas, na ordem certa. Para o leitor, o versículo é um convite a reeducar a cobiça. Aquilo que naturalmente queremos, riqueza, beleza, status, é comparado ao que deveríamos querer acima de tudo. Quem aprende a desejar a sabedoria mais do que joias já começou a encontrá-la, porque passou a valorizar o que realmente vale.